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Cinemas

Dreamgirls (Cine Botafogo 05 – Praia de Botafogo)

Dreamgirls é um drama musical norte-americano de 2006, dirigido por Bill Condon, e lançado pela DreamWorks e pela Paramount Pictures.

Venceu três prêmios Globos de Ouro em 15 de janeiro de 2007: Melhor filme – comédia ou musical, Melhor ator coadjuvante em um filme (Eddie Murphy) e Melhor atriz coadjuvante em um filme (Jennifer Hudson). Foi também o filme com mais indicações para os prêmios Oscars de 2007, com oito indicações em seis categorias, embora entre elas não estivesse a de Melhor Filme. Destas oito indicações, o filme venceu duas: Atriz Coadjuvante (Jennifer Hudson) e Efeitos Sonoros.

É um musical ambientado nas décadas de 1960 e década de 1970 com um elenco predominante afro-americano. É adaptado do premiado musical da Broadway de mesmo nome de 1981, feito pelo compositor Henry Krieger e o libretista Tom Eyen, que é baseado na história da criação da Motown Records. O filme mostra a evolução do R&B durante as épocas do doo wop, soul, funk e disco music.

Contém várias refêrencias a artistas da Motown sobretudo do grupo feminino The Supremes, essas refêrencias são mais evidente no filme. O filme segue as vidas de três mulheres: Effie White, Deena Jones e Lorrell Robinson, que são membros do grupo feminino de R&B Dreamettes’. As três começam a fazer sucesso graças ao manipulador empresário Curtis Taylor, Jr., que as transforma em backing vocals para o cantor de soul James “Thunder” Early. O conflito começa quando Curtis sonha em transformar as Dreamettes em Dreams (um grupo com sonoridade mais pop) e coloca Deena para ser a vocal principal do grupo trocando-a por Effie não só como a cantora principal do grupo, mas também como seu interesse romântico.

New York City Center (Barra, Rio de Janeiro, RJ)

Maria Antonieta

A princesa austríaca Maria Antonieta (Kirsten Dunst) é enviada ainda adolescente à França para se casar com o príncipe Luis XVI (Jason Schwartzman), como parte de um acordo entre os países. Na corte de Versalles ela é envolvida em rígidas regras de etiqueta, ferrenhas disputas familiares e fofocas insuportáveis, mundo em que nunca se sentiu confortável. Praticamente exilada, decide criar um universo à parte dentro daquela corte, no qual pode se divertir e aproveitar sua juventude. Só que, fora das paredes do palácio, a revolução não pode mais esperar para explodir

 

Direção: Sofia Coppola
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O Processo – Cine Planet (Shopping Plaza Macaé)

O documentário acompanha a crise política que afeta o Brasil desde 2013 sem nenhum tipo de abordagem direta, como entrevistas ou intervenções nos acontecimentos. A diretora Maria Augusta Ramos passou meses no Planalto e no Congresso Nacional captando imagens sobre votações e discussões que culminaram com a destituição da presidenta Dilma Rousseff do cargo.

Festival Varilux de Cinema Francês – “A Busca do Chef Ducasse” – Planet Cinema Macaé (Shopping Plaza Macaé) – 18 de junho de 2018

“Alguém Como Eu” – Macaé 2 (Shopping Plaza Macaé)

Helena (Paolla Oliveira) e Alex (Ricardo Pereira) são um casal que, como todos os outros, vivem diferentes fases em seu relacionamento. Depois de alguns meses de dúvidas sobre o seu namoro, Helena passa a imaginar como seria se Alex fosse uma mulher, mas sua obsessão pelo assunto vai transformar seus devaneios em algo que a atrapalha.

Vivo Open Air – 2004 – Jockey Club Brasileiro – Filme: “Janela Indiscreta”, de Alfred Hitchcock

 

Shell Open Air – Marina da Glória (Rio de Janeiro, RJ) – 23 de maio de 2018 – Filme: “Os Embalos de Sábado a Noite”

O maior cinema a céu aberto do mundo

 

 

Experiência mágica na noite dessa quarta-feira. No Shell Open Air, maior cinema a céu aberto do mundo, na Marina da Glória, no Rio de Janeiro.
Confesso que me surpreendi, positivamente, com o clássico “Os Embalos de Sábado a Noite”. Muito mais do que uma ode à John Travolta e suas coreografias. Um filme denso sobre a juventude do Brooklin da minha geração. A musicalidade do filme é um capítulo a parte. O som do evento é espetacular. Todos dançaram sentados. E o Travolta mostrou um talento raro para sua arte.

 

 

O Dedo na Ferida – Teatro do Sindipetro Macaé – Jantar no Angu Macaense (ao lado do Luis Reid)

Uma noite de reflexão e de muita conversa, independente da idade. Claro que respeitando todos os limites…
Assistindo a Avant Premiere de ‘O Dedo na Ferida’, do genial Silvio Tendler, vencedor de Melhor Documentário do Festival do Rio 2017, no Sindipetro Macaé, a convite do amigo Marcelo, que nos presentou com livros que contam a história de luta do sindicato. Depois do evento, fomos matar a fome no Angu Macaense, na rua, ao lado do Luis Reid. Duas belas porções (angu baiano e angu macaense) com Coca-Cola resolveram bem o problema.
Saber que o Anderson, que foi criado em Japeri, tem que andar 3 horas em trens lotados, por dia, para poder trabalhar em Copacabana, e não tem nenhuma certeza em relação aos seus filhos… saber que dos seus 100 amigos de infância, 90 ou morreram, ou se perderam no tráfico… saber que os bancos possuem mais de 50% do dinheiro do Brasil… saber que a concentração de riquezas está nas mãos de muito poucos… deram uma base para a formação de raciocínios interessantes.

Jogos Vorazes – A Esperança – Final

Jogos Vorazes – A Esperança: O Final | Crítica

Conclusão da franquia mantém qualidade, mas perde a chance de fugir dos clichês hollywoodianos

Não é Crepúsculo”, dizia Jennifer Lawrence em uma das suas primeiras entrevistas sobre Jogos Vorazes. A comparação entre fenômenos, porém, acompanharia sempre a franquia criada por Suzanne Collins, que chegou aos cinemas no mesmo ano em que a saga dos vampiros de Stephenie Meyer chegava ao fim. O público-alvo, afinal, era o mesmo, assim como a estrutura: um triângulo amoroso e suas desventuras em um universo fantástico.

A cada filme, no entanto, Jogos Vorazes se distanciava desse rótulo, estabelecendo uma narrativa que cercava dramas adolescentes de temas complexos. O romance de Katniss com Peeta (Josh Hutcherson) e Gale (Liam Hemsworth) era mero detalhe em uma trama que inseria a política de pão e circo romana em um contexto pós-apocalíptico. Tópicos como desigualdade social, manipulação da mídia, autoritarismo e revoluções passavam a fazer parte do vocabulário de um público teen, enquanto o caixa da Summit/Lionsgate se mantinha tão cheio quanto na época de Bella, Jacob e Edward.

Com Jogos Vorazes – A Esperança: O Final , a franquia deixa definitivamente a sua marca na cultura pop, fugindo de comparações. Ícone de uma geração, Katniss conclui a sua jornada do herói sem arrebatamento. Os cartazes vendiam uma figura destemida, mas os filmes estabeleceram uma protagonista contraditória. Movida por teimosia e instinto materno, ela acidentalmente inspirou um povo oprimido ao desafiar o poderoso Presidente Snow. Desinteressada por questões além da sua sobrevivência e de seus entes queridos, porém, ela se tornou uma peça de manipulação. Nas mãos de Alma Coin (Julianne Moore) e Plutarch (Philip Seymour Hoffman) Katniss se deixou transformar em um artigo de propaganda.

Essa questão foi levantada na primeira parte de  A Esperança e continua a ser o mote do último longa. Katniss não que assumir a revolução que a cerca, ao mesmo tempo em que se sente responsável por cada vida perdida ao longo do caminho. Assim, a fórmula da conclusão dividida acaba gerando repetições e digressões, como a relutância de Katniss em ver seu papel no jogo político de Panem, ou a sua dificuldade em diferenciar aliados de inimigos. Sua força finalmente reaparece quando ela decide que precisa exterminar a causa de todo o mal com as próprias mãos. É uma atitude que nasce mais uma vez do confronto com a dor alheia: Peeta, torturado por Snow, e as vítimas da guerra.

A Esperança – O Final deixa então o bunker que abrigava seus personagens na primeira parte para transformar a Capital na arena pública que consagrou a franquia. Francis Lawrence usa essa estrutura em um contexto de guerrilha, rendendo boas e pontuais cenas de ação. O diretor também sabe aproveitar os espaços da cidade (na superfície e abaixo dela), coordenando profundidade e tempo (pausa e velocidade) para criar sequências de tensão calculada. Blockbuster das contradições, o filme ainda evita criar uma guerra estética. A violência pode reger o espetáculo de Jogos Vorazes, mas não precisa ser bonita.

Entre a trama de manipulação política e a batalha televisionada, o filme esbarra no seu triângulo amoroso. Protocolar desde o princípio, a relação entre Katniss, Peeta e Gale acabou por subaproveitar o desenvolvimento dos personagens masculinos (além de tirar tempo de outros coadjuvantes interessantes), culminando em uma cena constrangedora em que os pretendentes discutem a relação enquanto sua amada finge dormir. Katniss, no entanto, sempre pareceu tão desinteressada no romance quanto nas questões políticas. Esse desencanto rege as suas atitudes finais, em um martírio que não se concretiza, mas deixa claro o peso carregado pela personagem.

Não há realização na história de Katniss e é aí que o filme se perde nos seus momentos derradeiros. Apesar de fiel ao livro, inclusive nos seus trocadilhos, o que era até então uma saga corajosa pelo seu pessimismo, se submete à tirania da felicidade hollywoodiana, desmerecendo o sofrimento da sua protagonista. Jogos Vorazes: A Esperança – O Final não descredita a franquia em função disso, mas deixa de aproveitar o que a tornava especial. Não é Crepúsculo, não deveria terminar como tal.

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