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Vox Lux (New York City Center- sala 09 Vip)

Vox Lux (New York City Center – sala 09 Vip)

Celeste (Natalie Portman) é uma menina que sobrevive após uma grande tragédia, o que a torna conhecida nacionalmente. Após um tempo, ela se lança como cantora e alcança o estrelato.

 

Ator de filmes como Violência GratuitaMelancolia e Acima das NuvensBrady Corbet vem se aventurando na direção nos últimos tempos. Em 2015, lançou A Infância de Um Líder, estrelado por Bérénice Bejo e premiado no Festival de Veneza daquele ano. Agora, com apenas 30 anos, chega com Vox Lux.

Os dois projetos como diretor e roteirista mostram que Corbet é um nome ambicioso e com coisas a dizer. Mas também, especialmente o novo filme, mostram que ainda conta com vícios de um jovem realizador. Vox Lux, por exemplo, conta com uma premissa intrigante, um elenco talentoso, um design de produção incrivelmente pensado, mas também é vazia em muitos sentidos.

O longa conta a história de ascensão de uma jovem estrela da música pop, desde o início da carreira impulsionado por uma tragédia ao auge dos problemas com a imprensa, o alcoolismo e o temperamento quente.

Estruturalmente, o filme conta com uma série de problemas. É dividido em capítulos e usa muito de saltos temporais. Com isso, acaba pulando partes da vida da cantora que são mais relevantes do que os vistos em cena. Assim, temos referências em falas sobre o que aconteceu com ela, mas acompanhamos a mesma em momentos mais ordinários.

O título, a trilha instrumental e a ótima narração de Willem Dafoe dão à obra um caráter quase religioso e impactante, mas o mesmo não se pode dizer do restante das cenas. Raffey Cassidy e Natalie Portman dividem o papel da protagonista Celeste na infância e na vida adulta. E também praticamente dividem o tempo em cena. Quem for esperando um filme só com Natalie Portman, vai se surpreender com a demora para aparecer na tela.

Jude LawJennifer Ehle e Stacy Martin completam o elenco da produção. Todos estão bem, mas sem um grande destaque. Acaba que quem chama mais a atenção é mesmo Portman, que ganha um grande número musical na parte final. Ela canta e dança muito, então deixa uma última boa impressão, mas também não é nada que já não tinha feito antes. Visualmente, acaba lembrando um pouco o trabalho em Cisne Negro, mas sem o mesmo impacto.

Produzido pela cantora Sia, que ajudou Portman na composição da personagem, Vox Lux é uma obra mais peculiar do que propriamente boa. Ainda assim, tem seus valores e nunca é tediosa.

Filme visto durante o Festival de Toronto, em setembro de 2018.

NEW YORK, NY – FEBRUARY 28: Natalie Portman and Rassey Cassidy on the set of ‘Vox Lux’ on February 28, 2018 in New York City. (Photo by Gotham/GC Images)

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