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Shopping Plaza Macaé (RJ)

O Processo – Cine Planet (Shopping Plaza Macaé)

O documentário acompanha a crise política que afeta o Brasil desde 2013 sem nenhum tipo de abordagem direta, como entrevistas ou intervenções nos acontecimentos. A diretora Maria Augusta Ramos passou meses no Planalto e no Congresso Nacional captando imagens sobre votações e discussões que culminaram com a destituição da presidenta Dilma Rousseff do cargo.

Festival Varilux de Cinema Francês – “A Busca do Chef Ducasse” – Planet Cinema Macaé (Shopping Plaza Macaé) – 18 de junho de 2018

“Alguém Como Eu” – Macaé 2 (Shopping Plaza Macaé)

Helena (Paolla Oliveira) e Alex (Ricardo Pereira) são um casal que, como todos os outros, vivem diferentes fases em seu relacionamento. Depois de alguns meses de dúvidas sobre o seu namoro, Helena passa a imaginar como seria se Alex fosse uma mulher, mas sua obsessão pelo assunto vai transformar seus devaneios em algo que a atrapalha.

Jogos Vorazes – A Esperança – Final

Jogos Vorazes – A Esperança: O Final | Crítica

Conclusão da franquia mantém qualidade, mas perde a chance de fugir dos clichês hollywoodianos

Não é Crepúsculo”, dizia Jennifer Lawrence em uma das suas primeiras entrevistas sobre Jogos Vorazes. A comparação entre fenômenos, porém, acompanharia sempre a franquia criada por Suzanne Collins, que chegou aos cinemas no mesmo ano em que a saga dos vampiros de Stephenie Meyer chegava ao fim. O público-alvo, afinal, era o mesmo, assim como a estrutura: um triângulo amoroso e suas desventuras em um universo fantástico.

A cada filme, no entanto, Jogos Vorazes se distanciava desse rótulo, estabelecendo uma narrativa que cercava dramas adolescentes de temas complexos. O romance de Katniss com Peeta (Josh Hutcherson) e Gale (Liam Hemsworth) era mero detalhe em uma trama que inseria a política de pão e circo romana em um contexto pós-apocalíptico. Tópicos como desigualdade social, manipulação da mídia, autoritarismo e revoluções passavam a fazer parte do vocabulário de um público teen, enquanto o caixa da Summit/Lionsgate se mantinha tão cheio quanto na época de Bella, Jacob e Edward.

Com Jogos Vorazes – A Esperança: O Final , a franquia deixa definitivamente a sua marca na cultura pop, fugindo de comparações. Ícone de uma geração, Katniss conclui a sua jornada do herói sem arrebatamento. Os cartazes vendiam uma figura destemida, mas os filmes estabeleceram uma protagonista contraditória. Movida por teimosia e instinto materno, ela acidentalmente inspirou um povo oprimido ao desafiar o poderoso Presidente Snow. Desinteressada por questões além da sua sobrevivência e de seus entes queridos, porém, ela se tornou uma peça de manipulação. Nas mãos de Alma Coin (Julianne Moore) e Plutarch (Philip Seymour Hoffman) Katniss se deixou transformar em um artigo de propaganda.

Essa questão foi levantada na primeira parte de  A Esperança e continua a ser o mote do último longa. Katniss não que assumir a revolução que a cerca, ao mesmo tempo em que se sente responsável por cada vida perdida ao longo do caminho. Assim, a fórmula da conclusão dividida acaba gerando repetições e digressões, como a relutância de Katniss em ver seu papel no jogo político de Panem, ou a sua dificuldade em diferenciar aliados de inimigos. Sua força finalmente reaparece quando ela decide que precisa exterminar a causa de todo o mal com as próprias mãos. É uma atitude que nasce mais uma vez do confronto com a dor alheia: Peeta, torturado por Snow, e as vítimas da guerra.

A Esperança – O Final deixa então o bunker que abrigava seus personagens na primeira parte para transformar a Capital na arena pública que consagrou a franquia. Francis Lawrence usa essa estrutura em um contexto de guerrilha, rendendo boas e pontuais cenas de ação. O diretor também sabe aproveitar os espaços da cidade (na superfície e abaixo dela), coordenando profundidade e tempo (pausa e velocidade) para criar sequências de tensão calculada. Blockbuster das contradições, o filme ainda evita criar uma guerra estética. A violência pode reger o espetáculo de Jogos Vorazes, mas não precisa ser bonita.

Entre a trama de manipulação política e a batalha televisionada, o filme esbarra no seu triângulo amoroso. Protocolar desde o princípio, a relação entre Katniss, Peeta e Gale acabou por subaproveitar o desenvolvimento dos personagens masculinos (além de tirar tempo de outros coadjuvantes interessantes), culminando em uma cena constrangedora em que os pretendentes discutem a relação enquanto sua amada finge dormir. Katniss, no entanto, sempre pareceu tão desinteressada no romance quanto nas questões políticas. Esse desencanto rege as suas atitudes finais, em um martírio que não se concretiza, mas deixa claro o peso carregado pela personagem.

Não há realização na história de Katniss e é aí que o filme se perde nos seus momentos derradeiros. Apesar de fiel ao livro, inclusive nos seus trocadilhos, o que era até então uma saga corajosa pelo seu pessimismo, se submete à tirania da felicidade hollywoodiana, desmerecendo o sofrimento da sua protagonista. Jogos Vorazes: A Esperança – O Final não descredita a franquia em função disso, mas deixa de aproveitar o que a tornava especial. Não é Crepúsculo, não deveria terminar como tal.

Assassinato do Expresso do Oriente

Pouco depois da meia-noite, uma tempestade de neve para o Expresso do Oriente nos trilhos. O luxuoso trem está surpreendentemente cheio para essa época do ano. Mas, na manhã seguinte, há um passageiro a menos. Um homem é encontrado morto em sua cabine com doze facadas. Com o trem preso na neve, cabe à Hercule Poirot desvendar esse misterioso e conturbado crime.

Assassinato no Expresso do Oriente | Crítica

Competente e bem filmada, adaptação de Agatha Christie acerta em todos os pontos

É difícil explicar exatamente o que torna um filme bom para cada pessoa. Pode ser uma direção acertada, atuações profundas, um bom roteiro, uma boa trilha sonora, ou nada disso. Muitas vezes nos apaixonamos por produções questionáveis simplesmente porque elas nos cativam. Assassinato no Expresso do Oriente, nova adaptação da obra de Agatha Christie que chega aos cinemas pelas mãos de Kenneth Branagh (Thor, Cinderela), tem esse carisma em seu currículo. Com um mistério envolvente, o longa brinca com emoções ao contar sua história e cria uma expectativa satisfatória. Grande parte desse mérito é de Branagh que, além de dirigir, protagoniza o filme e se torna a alma da produção.

O excêntrico Hercule Poirot (Branagh) enxerga a vida como um padrão de certo e errado, e usa essa percepção para desvendar crimes. Para chegar ao culpado, ele precisa apenas olhar com calma para esse cenário preto e branco e descobrir o que não combina. Tentando tirar férias, o detetive se envolve em um novo caso e precisa pegar o Expresso do Oriente para chegar ao local da investigação. É quando o filme apresenta cuidadosamente o elenco, que conta com nomes de peso como Michelle PfeifferJosh GadJudi DenchJohnny Depp, entre outros. Branagh mostra que entende cada personagem. Em poucas cenas, o suficiente é apresentado para que a trama se torne interessante.

Como o título diz claramente, a viagem é interrompida pela neve, um assassinato acontece e todos que estão a bordo se tornam suspeitos. A trilha sonora de Patrick Doyle (Valente, Planeta dos Macacos: a Origem) é bonita e certeira ao aumentar o suspense sobre o que realmente aconteceu na cabine do trem. Exatamente por ser tão presente, a ausência da trilha também é marcante:o silêncio pontua os momentos de reflexão de Poirot sobre o crime.

Com o desenrolar da investigação, novos detalhes aparecem e revelam, é claro, que há uma história maior por trás do que ocorreu naquele trem. Mas o filme acerta ao não jogar informações demais ou de menos: tudo é calculado para que o público se sinta dentro da história e complete as lacunas até o final. E tudo isso é mostrado com um belo visual de cenas externas, um design de produção caprichado e ângulos de câmera muito bem planejados por Branagh. Ora com um plano sem cortes, ora com uma câmera que mostra os personagens de cima, o diretor brinca com as possibilidades e coloca o espectador em locais improváveis. Em alguns momentos, você sente que não deveria estar ali espiando os acontecimentos, ao mesmo tempo em que aprecia a perspectiva inesperada.

Da visão fechada de Poirot sobre “certo” e “errado”, o filme desenvolve o seu questionamento da realidade. Quando entende o cerne do mistério que tem em mãos, as convicções do detetive são colocadas em xeque e, de repente, também começamos a pensar sobre as nossas. Será que algo pode justificar um assassinato? Um ato ruim compensa outro? O que você faria se estivesse na mesma posição?

Em frases muito bem encaixadas, Branagh esclarece como um assassinato não termina apenas naquele ato. É algo muito maior, que afeta a vida de várias pessoas, inclusive do assassino. O detetive mais famoso do mundo começa a olhar a vida de outra forma, assim como os passageiros do expresso.

Kenneth Branagh conhece todo o potencial da obra de Agatha Christie e acerta ao dosar bem essas qualidades. O que chega ao público é um filme redondo, que não deixa pontos em aberto e dá uma solução eficiente para quem acompanhou a intrigante investigação. Agora é esperar ansiosamente pela a sequência, que deve mostrar Poirot com seu famoso bigode investigando uma morte no rio Nilo.

Rio 2

Noé

Vai Que Cola, o Filme

“Star Wars – O Despertar da Força” – Planet Cinema – Shopping Plaza Macaé (RJ)

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