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Filmes

Jogos Vorazes – A Esperança – Final

Jogos Vorazes – A Esperança: O Final | Crítica

Conclusão da franquia mantém qualidade, mas perde a chance de fugir dos clichês hollywoodianos

Não é Crepúsculo”, dizia Jennifer Lawrence em uma das suas primeiras entrevistas sobre Jogos Vorazes. A comparação entre fenômenos, porém, acompanharia sempre a franquia criada por Suzanne Collins, que chegou aos cinemas no mesmo ano em que a saga dos vampiros de Stephenie Meyer chegava ao fim. O público-alvo, afinal, era o mesmo, assim como a estrutura: um triângulo amoroso e suas desventuras em um universo fantástico.

A cada filme, no entanto, Jogos Vorazes se distanciava desse rótulo, estabelecendo uma narrativa que cercava dramas adolescentes de temas complexos. O romance de Katniss com Peeta (Josh Hutcherson) e Gale (Liam Hemsworth) era mero detalhe em uma trama que inseria a política de pão e circo romana em um contexto pós-apocalíptico. Tópicos como desigualdade social, manipulação da mídia, autoritarismo e revoluções passavam a fazer parte do vocabulário de um público teen, enquanto o caixa da Summit/Lionsgate se mantinha tão cheio quanto na época de Bella, Jacob e Edward.

Com Jogos Vorazes – A Esperança: O Final , a franquia deixa definitivamente a sua marca na cultura pop, fugindo de comparações. Ícone de uma geração, Katniss conclui a sua jornada do herói sem arrebatamento. Os cartazes vendiam uma figura destemida, mas os filmes estabeleceram uma protagonista contraditória. Movida por teimosia e instinto materno, ela acidentalmente inspirou um povo oprimido ao desafiar o poderoso Presidente Snow. Desinteressada por questões além da sua sobrevivência e de seus entes queridos, porém, ela se tornou uma peça de manipulação. Nas mãos de Alma Coin (Julianne Moore) e Plutarch (Philip Seymour Hoffman) Katniss se deixou transformar em um artigo de propaganda.

Essa questão foi levantada na primeira parte de  A Esperança e continua a ser o mote do último longa. Katniss não que assumir a revolução que a cerca, ao mesmo tempo em que se sente responsável por cada vida perdida ao longo do caminho. Assim, a fórmula da conclusão dividida acaba gerando repetições e digressões, como a relutância de Katniss em ver seu papel no jogo político de Panem, ou a sua dificuldade em diferenciar aliados de inimigos. Sua força finalmente reaparece quando ela decide que precisa exterminar a causa de todo o mal com as próprias mãos. É uma atitude que nasce mais uma vez do confronto com a dor alheia: Peeta, torturado por Snow, e as vítimas da guerra.

A Esperança – O Final deixa então o bunker que abrigava seus personagens na primeira parte para transformar a Capital na arena pública que consagrou a franquia. Francis Lawrence usa essa estrutura em um contexto de guerrilha, rendendo boas e pontuais cenas de ação. O diretor também sabe aproveitar os espaços da cidade (na superfície e abaixo dela), coordenando profundidade e tempo (pausa e velocidade) para criar sequências de tensão calculada. Blockbuster das contradições, o filme ainda evita criar uma guerra estética. A violência pode reger o espetáculo de Jogos Vorazes, mas não precisa ser bonita.

Entre a trama de manipulação política e a batalha televisionada, o filme esbarra no seu triângulo amoroso. Protocolar desde o princípio, a relação entre Katniss, Peeta e Gale acabou por subaproveitar o desenvolvimento dos personagens masculinos (além de tirar tempo de outros coadjuvantes interessantes), culminando em uma cena constrangedora em que os pretendentes discutem a relação enquanto sua amada finge dormir. Katniss, no entanto, sempre pareceu tão desinteressada no romance quanto nas questões políticas. Esse desencanto rege as suas atitudes finais, em um martírio que não se concretiza, mas deixa claro o peso carregado pela personagem.

Não há realização na história de Katniss e é aí que o filme se perde nos seus momentos derradeiros. Apesar de fiel ao livro, inclusive nos seus trocadilhos, o que era até então uma saga corajosa pelo seu pessimismo, se submete à tirania da felicidade hollywoodiana, desmerecendo o sofrimento da sua protagonista. Jogos Vorazes: A Esperança – O Final não descredita a franquia em função disso, mas deixa de aproveitar o que a tornava especial. Não é Crepúsculo, não deveria terminar como tal.

Assassinato do Expresso do Oriente

Pouco depois da meia-noite, uma tempestade de neve para o Expresso do Oriente nos trilhos. O luxuoso trem está surpreendentemente cheio para essa época do ano. Mas, na manhã seguinte, há um passageiro a menos. Um homem é encontrado morto em sua cabine com doze facadas. Com o trem preso na neve, cabe à Hercule Poirot desvendar esse misterioso e conturbado crime.

Assassinato no Expresso do Oriente | Crítica

Competente e bem filmada, adaptação de Agatha Christie acerta em todos os pontos

É difícil explicar exatamente o que torna um filme bom para cada pessoa. Pode ser uma direção acertada, atuações profundas, um bom roteiro, uma boa trilha sonora, ou nada disso. Muitas vezes nos apaixonamos por produções questionáveis simplesmente porque elas nos cativam. Assassinato no Expresso do Oriente, nova adaptação da obra de Agatha Christie que chega aos cinemas pelas mãos de Kenneth Branagh (Thor, Cinderela), tem esse carisma em seu currículo. Com um mistério envolvente, o longa brinca com emoções ao contar sua história e cria uma expectativa satisfatória. Grande parte desse mérito é de Branagh que, além de dirigir, protagoniza o filme e se torna a alma da produção.

O excêntrico Hercule Poirot (Branagh) enxerga a vida como um padrão de certo e errado, e usa essa percepção para desvendar crimes. Para chegar ao culpado, ele precisa apenas olhar com calma para esse cenário preto e branco e descobrir o que não combina. Tentando tirar férias, o detetive se envolve em um novo caso e precisa pegar o Expresso do Oriente para chegar ao local da investigação. É quando o filme apresenta cuidadosamente o elenco, que conta com nomes de peso como Michelle PfeifferJosh GadJudi DenchJohnny Depp, entre outros. Branagh mostra que entende cada personagem. Em poucas cenas, o suficiente é apresentado para que a trama se torne interessante.

Como o título diz claramente, a viagem é interrompida pela neve, um assassinato acontece e todos que estão a bordo se tornam suspeitos. A trilha sonora de Patrick Doyle (Valente, Planeta dos Macacos: a Origem) é bonita e certeira ao aumentar o suspense sobre o que realmente aconteceu na cabine do trem. Exatamente por ser tão presente, a ausência da trilha também é marcante:o silêncio pontua os momentos de reflexão de Poirot sobre o crime.

Com o desenrolar da investigação, novos detalhes aparecem e revelam, é claro, que há uma história maior por trás do que ocorreu naquele trem. Mas o filme acerta ao não jogar informações demais ou de menos: tudo é calculado para que o público se sinta dentro da história e complete as lacunas até o final. E tudo isso é mostrado com um belo visual de cenas externas, um design de produção caprichado e ângulos de câmera muito bem planejados por Branagh. Ora com um plano sem cortes, ora com uma câmera que mostra os personagens de cima, o diretor brinca com as possibilidades e coloca o espectador em locais improváveis. Em alguns momentos, você sente que não deveria estar ali espiando os acontecimentos, ao mesmo tempo em que aprecia a perspectiva inesperada.

Da visão fechada de Poirot sobre “certo” e “errado”, o filme desenvolve o seu questionamento da realidade. Quando entende o cerne do mistério que tem em mãos, as convicções do detetive são colocadas em xeque e, de repente, também começamos a pensar sobre as nossas. Será que algo pode justificar um assassinato? Um ato ruim compensa outro? O que você faria se estivesse na mesma posição?

Em frases muito bem encaixadas, Branagh esclarece como um assassinato não termina apenas naquele ato. É algo muito maior, que afeta a vida de várias pessoas, inclusive do assassino. O detetive mais famoso do mundo começa a olhar a vida de outra forma, assim como os passageiros do expresso.

Kenneth Branagh conhece todo o potencial da obra de Agatha Christie e acerta ao dosar bem essas qualidades. O que chega ao público é um filme redondo, que não deixa pontos em aberto e dá uma solução eficiente para quem acompanhou a intrigante investigação. Agora é esperar ansiosamente pela a sequência, que deve mostrar Poirot com seu famoso bigode investigando uma morte no rio Nilo.

Scandal

Scandal é uma série americana de thriller político criado por Shonda Rhimes, que estreou na ABC em 5 de Abril de 2012.[1]

Kerry Washington estrela como Olivia Pope, uma ex-funcionária da Casa Branca que deixa o gabinete para abrir sua própria agência de gerenciameno de crises, a Pope & Associates, na qual trabalha para manter segredos e proteger a imagem pública de várias figuras importantes da política e elite do país. Também na equipe estão Quinn Perkins (Katie Lowes), uma advogada recém-contrada pela Pope & Associates; Harrison Wright (Columbus Short), advogado charmoso e bom de lábia; Abby Whelan (Darby Stanchfield), investigadora; e Huck (Guillermo Diaz), um hacker com um passado na CIA. O show também foca na vida de Fitzgerald Grant (Tony Goldwyn), Presidente dos Estados Unidos; Mellie Grant (Bellamy Young), esposa de Fitz e primeira-dama; Cyrus Beene (Jeff Perry), Chefe de Gabinete da Administração Grant; Sally Langston (Kate Burton), vice-presidente e eventual candidata à presidência; David Rosen (Joshua Malina), um procurador-geral de D.C.; e Jake Ballard (Scott Foley), Capitão da Marinha.

Em 12 de Maio de 2016, 90 episódios de Scandal foram ao ar, concluindo a quinta temporada.

1a Temporada

 

 

Filmes

  1. 007 Contra Spectre

  2. Entre Irmãs

  3. Hércules

  4. Questão de Tempo

Entre Irmãs

Depois de uma incursão positiva ao sertão pernambucano em Gonzaga: De Pai Para Filho, o diretor Breno Silveira retornou ao cenário para contar a história de Lindalva e Emília no seu novo filme, Entre Irmãs. O longa se passa na década de 1930 e é uma adaptação do livro A Costureira e o Cangaceiro, de Frances de Pontes Peebles. A trama acompanha as jornadas distintas de duas jovens irmãs que, após serem separadas pelo destino, precisam encarar sozinhas adversidades de realidades completamente diferentes. Ainda que o filme entregue duas histórias emocionantes ao longo de quase três horas, decepciona ao apostar em conclusões desnecessárias.

Luzia e Emília são vividas, respectivamente, por Nanda Costa e Marjorie Estiano e as duas atrizes – como habitual – fazem um ótimo trabalho. Ambas personagens são detentoras de espíritos livres, ainda que cada uma busque isso de forma diferente: Luzia tem uma natureza mais selvagem e justiceira, enquanto Emília é romântica e sonhadora. O filme mostra um pouco da infância das duas e da ingenuidade dos primeiros anos da vida adulta, mas a história começa de fato quando elas são separadas. Luzia é inserida na clandestinidade do cangaço ao ser raptada por Carcará (Julio Machado) e Emília sai da seca do sertão para se tornar uma dama da alta sociedade recifense quando casa com Degas (Rômulo Estrela).

O filme é ancorado na lógica do destino, de que há um conjunto de eventos inevitáveis pelo qual cada um deverá passar em sua jornada individual. Luzia é apresentada a conceitos diferentes de justiça e de liberdade, aprendendo o peso do dever, enquanto Emília vê seus sonhos desmoronarem perante a realidade e aprende que o amor é algo complexo e aberto a infinitas possibilidades. Aliás, falando em amor: em tempos de discussão sobre a absurda patologização da comunidade LGBT, a relação secreta de Degas com Felipe (Gabriel Stauffer) mostra como reações coercivas e intolerantes a casais não heteronormativos deveriam ser algo comum somente em narrativas ambientadas há quase um século, não nos dias de hoje.

Há vários momentos que se prolongam além do necessário. O didatismo do encerramento do affair entre Emília e Lindalva (Letícia Colin), por exemplo, é decepcionante e, mais que isso, é desnecessária. O arco não precisava ir além da cena que representa o clímax entre as duas: a experiência vivida por elas poderia ser encarada como conclusiva na vida de Emilia. Contudo, o filme opta por uma narrativa mais tradicional, com um final completamente fechado. Não é nem de longe a decisão mais acertada – o último diálogo que marca a história delas é ruim e fica a impressão que o longa desperdiçou a oportunidade de fechar bem um arco simplesmente por não saber a hora de parar.

Isso não acontece só nesse exemplo – é algo recorrente e que acaba contaminando o grande final do filme. O longa alimenta durante suas longas três horas a expectativa pelo que acontecerá quando as trajetórias paralelas de Emilia e Luzia voltarem a se cruzar, mas acaba se perdendo ao optar por continuar contando a história além disso. O filme deixa escapar um ótimo encerramento para a trama ao sentir a necessidade de dar conclusões clássicas para as duas personagens, transformando uma história emocionante em uma narrativa coroada por clichês.

A impressão final é a de que o filme funcionaria muito melhor como uma minissérie da Globo (o que provavelmente acontecerá, levando em conta o histórico do diretor). Há claramente um esforço para tornar mais sólidas as conclusões de todos os arcos, algo comum em novelas – é preciso de um nascimento, uma morte, um casamento, uma viagem ou algum evento grandioso do tipo para dar legitimidade aos pontos finais. Entre Irmãs não é ruim, a história é interessante e tanto Marjorie Estiano quanto Nanda Costa se reafirmam como ótimas atrizes. O problema é que ele não soa como um filme: para isso, Breno Silveira precisava ter ousado um pouquinho mais ao invés de se submeter a um modelo narrativo mais engessado para fazer do seu projeto algo mais palatável para certa parcela do público.

007 Contra Spectre

Hércules

Dwayne Johnson, também conhecido como “The Rock” (embora ele não queria mais ser chamado assim), está na pele de Hércules, o lendário filho de Zeus.

Baseado nos quadrinhos “As Guerras Trácias” da Radical Comics, o filme conta uma das histórias de Hércules, quando ele e seu grupo decidem ajudar Cotys, o rei de Trácia a fortalecer seu exército.

Nos primeiros minutos do filme, somos apresentados à lenda de Hércules, sobre como ele foi concebido e sobre ele ser filho de Zeus. O interessante é que depois disso, várias vezes somos questionados se Hércules é mesmo um semi-deus ou aquilo não passa de uma lenda.

Hércules já passou pelos 12 trabalhos e, depois que teve toda a sua família assassinada, ele se aliou a um grupo de mercenários. Juntos, eles estão sempre viajando em busca de novas missões.

Tudo vai bem durante o treinamento do exército de Trácia, e após algumas vitórias em batalhas, Hércules descobre alguns segredos sobre o trabalho que estava executando e que o buraco era bem mais embaixo.

Dwayne Johnson deu vida a um Hércules diferente do visto na mitologia. Ele é bem relax e acompanha o estilo descompromissado do filme. Acho até um pouco engraçado o cabelo que ele tem, não sei se é uma peruca ou aplique, mas realmente é difícil ver o “The Rock” com esse visual.

Não espere nada muito profundo em “Hércules”. O filme foi feito para ser divertido, com ótimas cenas de ação, ter boas doses de humor e adaptar as histórias dos quadrinhos no cinema.

Questão de Tempo

Questão de tempo (About time): eu não tenho palavras para explicar o quanto esse filme é engraçado, fofinho e romântico. Vi no cinema sem muitas pretensões e saí considerando umas das melhores comédias românticas que já assisti, é muito amor! Conta a história de Tim, que aos 21 anos descobre que os homens de sua família podem viajar para o passado. Ele usa esse dom para conquistar sua namorada e reencontrar pessoas. Se quiserem ignorar as outras indicações tudo bem, mas esse vocês tem que assistir! E novamente temos a Rachel McAdams, acho que ela gosta mesmo de um viajante no tempo 😉 Ah, no Netflix tem que buscar com o nome original senão não aparece: About time.

Ao completar 21 anos, Tim (Domhnall Gleeson) é surpreendido com a notícia dada por seu pai (Bill Nighy) de que pertence a uma linhagem de viajantes no tempo. Ou seja, todos os homens da família conseguem viajar para o passado, bastando apenas ir para um local escuro e pensar na época e no local para onde deseja ir. Cético a princípio, Tim logo se empolga com o dom ao ver que seu pai não está mentindo. Sua primeira decisão é usar esta capacidade para conseguir uma namorada, mas logo ele percebe que viajar no tempo e alterar o que já aconteceu pode provocar consequências inesperadas.

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