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Diretor (Filmes)

Utopias Cult: “Fahrenheit 451” – 08/06/18

Fahrenheit 451

O Ciclo Distopias – Cinema Comentado apresentou nessa sexta-feira o filme “Fahrenheit 451”, do diretor francês François Truffaut.

Num futuro indeterminado, a sociedade é proibida de praticar qualquer leitura, isso mesmo, ler é altamente proibido, jornais, revista e livros!

Livros são considerados uma doença, ninguém pode ter livros, guardar ou tocar.

Sob o julgo de um regime totalitário, as pessoas que leem são presas, levadas a um sanatório do estado e reeducadas, para que nunca mais pensem em livros.

Pois estes são considerados uns deturpadores de mentes, são eles que corrompem as pessoas para que tenham visões diferentes daquelas que o estado dita.

E os livros? O que fazem com os livros descobertos? Eles são queimados quando um leitor é flagrado escondendo livros em sua casa! E os responsáveis por esta queima são os bombeiros! Contraditório? Pois é, esta é a magia do filme!

Os bombeiros que apagam as chamas, chamados heróis, são tidos aqui como os heróis invertidos.

O estado os têm como os policiais desta sociedade hipotética, queimam sem dó nem piedade cada livro! Um crime.

Não para eles! As casas deste futuro não queimam, são projetadas contra incêndios, por isso os bombeiros não apagam o fogo. Eles causam o fogo, e a temperatura da queima do papel é equivalente a 233 graus Celsius, ou seja 451 Fahrenheit (é uma escala de temperatura utilizada pelo britânicos e seus colonos), o ponto exato da combustão deste.

Esta é grande sacada, genial ao meu ver, do título do filme.

Bombeiro aqui, literalmente, é o queimador de livros.

Guy Montag (Oskar Werner) é um destes bombeiros, aspirante a capitão, casado com uma mulher fetichista, capitalista e fútil (fruto da ausência de leitura) seguindo os passos de seu pai, a profissão de bombeiro para ele, é a coisa mais significante que existe. Porém todo esse pensamento muda ao conhecer a sua nova vizinha Clarisse (Julie Christie), dona de uma mente livre, filosófica e idealista, ela compartilha com ele suas dúvidas, muitas delas referentes a questão principal do filme: por que não podemos ler os livros? Ao ouvir este questionamento inovador, Guy que nunca pensou nisso, simplesmente começa a se questionar sobre seus ideais, ao se perguntar se ele estava satisfatoriamente feliz com seu “trabalho”. Durante uma denúncia, em que uma senhora foi descoberta com uma gigantesca biblioteca secreta em sua casa, os bombeiros são chamados para prendê-la e queimar os livros.

Guy envolto de dúvidas, lê acidentalmente o título de um dos livros da biblioteca secreta: O tempo adormeceu sobre o sol da tarde. Logo em seguida a dona dos livros denunciada se recusa a deixar a casa que guarda tanto conhecimento, para não ver seus livros destruídos, a mesma comete suicídio. Isso deixa o tenente Guy Montag totalmente perturbado, se perguntando por que uma pessoa se mataria por causa dos livros. Furtando mais e mais livros, ele se vê fascinado pela leitura, pelo conhecimento que existe neles, logo sua esposa descobre e o denuncia.

Sem saída ele foge, por não querer ficar longe dos livros, daí sua vizinha Clarisse o leva a comunidade dos Homens-livro.

Um lugar onde os exilados da sociedade leem uma obra literária e a decoram página por página (ideia super cool) para que sejam publicadas quando não for mais proibido ler.

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