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Chacrinha – O Velho Guerreiro (Now)

Chacrinha – O Velho Guerreiro (Now)

A história de José Abelardo Barbosa (Stepan Nercessian) desde a época de sua juventude, quando decide largar a faculdade de Medicina para se aventurar como locutor em uma rádio. Após começar a fazer barulho no rádio, ele é convidado a se aventurar na televisão e revoluciona os programas de auditório, apresentando vários nomes importantes da música brasileira.

Diretor de filmes cultuados como GêmeasEu Tu Eles e Casa de AreiaAndrucha Waddington fez uma guinada no sentido de um cinema mais comercial nos últimos trabalho, em especial com Os Penetras e Os Penetras 2 – Quem Dá Mais?. Agora, chega aos cinemas com Chacrinha – O Velho Guerreiro, uma biografia bem comercial e quadrada.

Chacrinha, como era conhecido José Abelardo Barbosa, foi um dos maiores nomes do rádio e da televisão brasileira, influenciando e lançando inúmeros sucessos da música nacional. O filme procura traçar a história de início, meio e fim da vida do artista. E até por isso, tem dificuldade em ser bem sucedido.

A obra tenta englobar coisa demais, então é impossível não sentir que estamos diante de algo superficial. São vários os pulos no tempo, e muitas vezes estes acabam fazendo com que momentos mais desafiadores da carreira do artista, especialmente no início, fiquem parecendo simplórios.

Eduardo Sterblitch vive Abelardo quando jovem, retratando o início dele no Rio de Janeiro e suas aventuras no rádio. Ainda que um pouco exagerado, o ator tem bons momentos. Quando mais velho, o personagem é vivido por Stepan Nercessian, numa performance divertida, mas caricata. É mais uma imitação do que uma grande atuação.

Valorizando mais as polêmicas e o temperamento forte, o filme falha ao retratar a importância do artista na vida cultural e televisiva brasileira. O que temos é um fanfarrão. É uma atuação (e uma produção) bem inferior ao visto recentemente em Bingo – O Rei das Manhãs, para citar outro filme sobre uma personalidade da TV nacional.

A vida pessoal de Chacrinha é explorada, mas sempre de forma a privilegiar o folclore ao invés dos dramas íntimos do artista. Mesmo um acidente que abalou sua família é retratado de forma rápida e pouco desenvolvida.

O longa conta com um vasto leque musical, retratando inúmeras canções, artistas e banda que participaram do programa de Chacrinha. Neste sentido, oferece cenas divertidas e atrativas para os espectadores. Ao mesmo tempo, é uma solução simples. O que temos é um verdadeiro “concurso de cosplays”, com atores caracterizados como ícones da música como Clara Nunes, Raul Seixas, Rita Cadilac, Elke Maravilha, dentre vários outros.

Chacrinha – O Velho Guerreiro conta com bom figurino e desing de produção, mas o roteiro superficial de Claudio Paiva não deixa o projeto decolar. Quem conhecia pouco sobre Abelardo, segue sem saber muito

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