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Bico da Coruja (Macaé)

To Bico or Not To Bico

To Bico or Not To Bico

MILENA SOBRAL

Apontado como um pedacinho da Lapa na nossa cidade, o bar Bico da Coruja reúne amigos que toda quarta feira fazem suas tradicionais rodas de choro e samba. Localizado no corredor cultural Benedito Lacerda, o bar e restaurante Bico da Coruja atrai, há mais de 20 anos, um grupo de amigos e músicos, também intitulado Bico da Coruja, com dois cds gravados. O clima é descontraído e alegre e o ponto de encontro atrai outros músicos e grupos de Macaé e arredores.  7

Wallace Agostinho, proprietário do bar, merece todos os elogios.

“Quando cheguei em Macaé, vindo de Cabo Frio, fui trabalhar no antigo Costa Mil, e não sobrava tempo para nada. Em 10 de outubro de 1982 resolvi sair do supermercado e fundar esse bar. Já são 34 anos nesse ramo. O primeiro nome foi Espinha de Peixa, por causa do formato do estabelecimento. Até que um amigo sugeriu o nome de Bico da Coruja. Alguns músicos geniais da época começaram a se reunir para tocar seus instrumentos. E foram convidando outros músicos. Eu toco tambora só para participar. Já gravamos 2 cd’s”, declarou Wallace Agostinho, que também foi fundador da Liga Macaense de Desportos, junto com seu sobrinho Wandinho. “Também fui fundador do Independente, e seu primeiro presidente. Naquela época, o Wandinho era meu diretor”. 0

Wallace não nega que gostaria de ter mais apoio do Poder Público. “Já pedimos para interditar a Rua Benedito Lacerda nas noites de quarta-feira. Em vez disso, tentaram criar uma concorrência no Mercado de Peixes”.

Sandro Agostinho, filho de Wallace, é um fã incondicional do seu pai. “Ele é um super-homem. Tem que ter muito dom para fazer o que ele faz. Tenho muito orgulho do meu pai.” 3

Edson Dias de Assis, o Edson Batata, é outro frequentador músico famoso do local. “Nosso público era mais de coroas. Quando Macaé passou a receber mais faculdades, muita gente jovem passou a frequentar o local. Tocamos todas as quartas-feiras. Só que varia muito. Tem quarta que só tem 3 músicos. Tem dia que tem mais de 20. Eu, por exemplo, venho aqui me divertir. Faço questão de pagar até a água que bebo. Esse é o espírito. Além do mais, tenho o prazer de tocar com meu filho (Daniel Abreu). Todos os coroas daqui adoram ele. Veio para cá bem novinho, e agora arrebenta. A renovação é muito importante. Estamos acostumados a tocar com gente de 60 anos e também com garotos de 17”. 1

Guilherme Kroll, editor-chefe do Portal Cultura em Macaé e diretor de marketing do Macaé Esporte, compareceu ao Bico da Coruja acompanhado da sua filha, Milena, e do amigo César Oliveira, grande entendedor de música. “Fiquei apaixonado pelo local. É um pedaço da Lapa em Macaé. Mesas na rua, gente sentada no quebra-mola, cerveja Original bem gelada, sardinha ao escabeche deliciosa, e música de muita qualidade. Acho que a Prefeitura deveria dar apoio logístico ao local. Os carros passam muito perto das pessoas que ficam, em pé, na rua, desfrutando de tudo isso”. 2

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