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Rádio Globo Macaé

Entrevistando Denis Menezes (Rádio Globo Macaé – 820 AM)

Entrevistei Deni Menezes

Com mais de 50 anos de carreira e sete Copas do Mundo consecutivas (1970 a 1994) no currículo, o repórter e radialista Deni Menezes é uma das figuras mais conhecidas do público carioca que gosta de futebol. Se destaca no meio esportivo por um incrível faro para a notícia e o vasto conhecimento sobre futebol, sua grande paixão.

Sobre sábado na Globo

Sou daqueles personagens absolutamente apaixonados por futebol. Sou de uma geração criada no cimento frio da arquibancada do Maracanã. Meu pai me levava em todos os jogos, possíveis e imaginários, desde que me lembro por gente. Ele, botafoguense doente, não se intimidava em assistir aos jogos dos outros grandes do Rio de Janeiro. Oficialmente, era para secar. Só sei que contava as horas para ir ao Maraca.

Guilherme Kroll entrevistou Deni Menezes através do celular do seu filho, Fábio, também radialista e personagem respeitado no futebol do Rio de Janeiro

Fui um excepcional jogador de futebol de botão. Fui campeão da minha casa, da minha rua, e até inter-planetário. Construia arquibancadas de Lego, e recebia torcidas apaixonadas e barulhentas, compostas de bandeiras elaboradas com palitos e papel com durex. Tudo muito colorido. Jogava botão nas mais exóticas superfícies. Tudo culpa de determinados times pequenos que não cuidavam dos seus gramados.

E as narrações?

Não consigo entender direito o José Carlos Araujo. O Garotinho já tinha esse vozeirão naquela época. Parece que não envelhece nunca. Igual aos jogadores de botão.

O atacante Célio, em sua época de Nacional do Uruguai, sendo entrevistado pelo repórter Deni Menezes

E as reportagens de campo?

Washington Rodrigues e Deni Menezes eram os Apolinhos. Para mim, seres mitológicos. Eles ditavam a alegria dos espetáculos.

E não é que, mais de 40 anos depois, me encontro apresentando o Manhã da Globo, ao lado do craque Nélson Caio?

Ontem, por telefone, um momento mais do que mágico. Consegui entrevistar Deni Menezes, numa conversa que fluiu de forma deliciosa.

“Vou responder suas perguntas… mas não sou de responder, sou de perguntar. Minha vocação é essa. Sou muito curioso. Não me satsfaço com qualquer resposta. Quero sempre saber mais…”, começou Deni Menezes, já dando uma aula para os jovens repórteres do futebol atual.

“O Dario (Dadá Maravilha) dava entrevistas inesquecíveis. Ele não era culto, mas muito inteligente. Sua declaração de que só existiam 3 coisas que paravam no ar: Helicóptero, Beija-Flor e Dadá Maravilha, foi antológica.

Trabalhei na Era de Ouro do rádio esportivo. Tínhamos acesso aos jogadores. Entrávamos nos vestiários após os jogos. Podíamos entrar nos gramados antes das partidas. Os grandes craques eram nossos amigos. Colhíamos depoimentos mágicos.

É difícil escolher meus jogos mais inesquecíveis, mas posso citar Brasil 1 x 0 Paraguai, em 69, quando a Seleção Brasileira se classificou para a Copa de 70, aonde havia mais de 200.000 torcedores dentro do Maracanã. O Fla x Flu do Assis também não sai da minha memória”, lembrou Deni.

 

por Marcelo Rozenberg

O repórter Deni Menezes é uma das figuras mais conhecidas do público carioca que gosta de futebol. Quando criança residia em Manaus e já demonstrava grande amor pelo rádio. Pedia um aparelho emprestado ao vizinho para ouvir as transmissões esportivas. A paixão cresceu e Deni foi procurar emprego como radialista.

Em 1954 estreou na rádio Baré. Três anos depois, já estava na rádio Rio-Mar. Em 1958 mudou-se para o Rio de Janeiro onde realizou o sonho de conhecer o Maracanã. Tempos depois já atuava na rádio Nacional. Passou também pelas rádios Globo e Tupi, jornais “Última Hora” e “O Globo”, além de ter sido correspondente das publicações “Esto”, “El Heraldo” e “Excelsior” da Cidade do México. Em 2008 estava na rádio Bandeirantes do Rio de Janeiro.

Uma carreira feita de momentos marcantes e curiosos

Entre os momentos mais marcantes da trajetória profissional, o veterano radialista destaca a viagem que fez à China em 1964, quando acompanhou a delegação do Madureira, primeiro time das Américas a jogar no país, então sob o regime de Mao-Tsé-Tung.

Foram três semanas em Cantão, Pequim e Shangai. Em Cantão, o jogo aconteceu sob temperatura de quase 50 graus, em estádio feito de tijolos, o que aumentava ainda mais o calor. Em Pequim, uma visita inesquecível à Muralha da China, com direito a hospedagem numa mansão com duas piscinas e quartos pra lá de confortáveis. Em Shangai, um panorama dos jardins em frente ao hotel onde os idosos faziam exercícios lindos de serem apreciados ao amanhecer, relata Deni.

Um episódio inusitado? aconteceu em Cingapura, onde o time ficou hospedado no Hotel Cockpit, de alto luxo, durante 10 dias.

Certa noite, uma linda cantora italiana, loura de olhos azuis, estava se apresentando na boate do hotel. O goleiro Jonas, alto e negro, passou do quarto dele para o quarto dela, pelo lado de fora, ficou nu e deitou-se na cama, enquanto a moça se apresentava na boate. Ao voltar, um pânico: ela começou a gritar ao encontrar o atleta deitado em sua cama. Felizmente, conseguimos contornar a situação e evitamos que a delegação fosse expulsa do hotel. Depois da confusão, o médico Nilson Allan, que cuidou dos jogadores, comentou com bom humor: Também pudera. A moça entra no quarto e vê aquela espada de 21 centímetros fora da bainha…, diverte-se ele.

Deni narra outra história curiosa dos bastidores do futebol.

Uma vez, o ex-lateral-esquerdo Marinho, do Fluminense, foi jantar comigo em Laranjeiras, na véspera de uma excursão do time tricolor para a Alemanha. No mesmo dia, combinamos uma entrevista ao vivo no Panorama Esportivo, da Rádio Globo. Quando entramos na Rua das Laranjeiras, a lua cheia estava linda. Eu disse a ele: Olha só, Marinho. Aqui, essa lua maravilhosa. E agora, na Alemanha, o sol está nascendo, pela diferença de horário. Marinho, com sua ignorância santa: Deni, essa lua que tem aqui é a mesma que tem lá na Alemanha?, recorda com bom humor.

Texto de apoio: Portal dos Radialistas

Show do “Mumuzinho” nao Lounge Music (Tenda Aroeira), em Macaé (RJ) – com Nélson Caio e Milena

A postagem de fotos no site www.guilhermekroll.com continua rufando. Estamos eternizando as mais diversas experiências vividas.Nessas imagens, no Lounge Music, na Tenda Aroeira, curtindo o fantástico Mumuzinho.
Além disso, foi uma época que convivemos com o amigo Nelson Caio III, que apresentava um programa matinal na Rádio Globo Macaé. Pude ajudá-lo a alavancar a audiência do horário. Nossa presença no horário destinado à esporte e cultura, além da Mídia Digital da Kroll Consultoria, formaram uma química muito bacana com o competente apresentador.

Entrevista com Miguel Rosseto, no Sindipetro Macaé

Rádio Globo Macaé 820 AM – Manhã com Nélson Caio – Pompoarismo – Fevereiro 2016

Rádio Globo Macaé AM 820 – Programa Nélson Caio – Futebol Amador Macaense

Rádio Globo Macaé 820 AM – Programa Nélson Caio – Entrevista com Alessandra Aguiar

Rádio Globo Macaé 820 AM – Programa Nélson Caio – Site Cultura em Macaé

Programas da Rádio Globo Macaé 820 AM – com Nélson Caio

 

 

 

Rádio Globo Macaé AM 820 – com Nélson Caio

Rádio Globo Macaé / Site ‘Futebol em Macaé’

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