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UFRJ-Macaé

Mulher-Árvore – Feira de Sustentabilidade – Shopping Plaza Macaé

Algar… caé

Algar… caé

GUILHERME KROLL

A Algar Telecom apresentou uma impressionante exposição da sua história  de sucesso na aula de ontem do curso de Empreendedorismo do Professor Tote, na UFRJ Macaé, na Cidade Universitária.

“Vivi no Triângulo Mineiro (Uberlândia e Uberaba) entre 1995 e 1999. A CTBC (Algar Telecom) era a principal marca dessas cidades. Em Uberlândia, até hoje, para onde se olha, se lê Algar. Tem gente que brinca chamando a cidade de Algarlândia”, comentou Guilherme Kroll, editor-chefe do Portal Cultura em Macaé, convidado para assistir a palestra. “Fiquei muito feliz em ver a Algar Telecom na nossa região. Eles querem captar empresas de médio e grande porte. Espero que invadam nossa cidade. Tomara que passem a chamar Macaé de Algar… caé”.

“As empresas têm que mudar, simultaneamente, junto com as pessoas. O que se deseja, atualmente, são pacotes de dados. Os youtubers são os grandes garotos-propaganda. O público adora. Nem a Globo vende tanto”, afirmou Manoel Bandeira e Túlio Terra, representantes da empresa.

“Nosso público-alvo são as médias e grandes empresas da região. Vendemos conectividade para elas”, declarou Túlio Terra. “As empresas que oferecem internet em Macaé são provedores. Nós é que produzimos tecnologia para eles”.

Durante a aula, foi apresentado o documentário “O Sucessor”, que narra a história do engenheiro Luiz Alberto Garcia, filho do fundador da Algar Telecom, e um dos responsáveis pela expansão acelerada da empresa ao longo de cinco décadas, que aplicou estratégias como governança familiar, gestão e pioneirismo.

Toda estratégia e estrutura do Grupo Algar tem como principal atividade a telecomunicação, mas une pesquisa e educação para seguir adiante com a missão proposta pelo fundador, Alexandrino Garcia, pai do protagonista.

A Algar fatura mais de 5 bilhões de reais e tem mais de 24 mil colaboradores.

Feliz Daquele Que Tem História Para Contar

Feliz Daquele Que Tem História Para Contar

A apresentação da Angélica Soares, Professora Doutora do Núcleo em Ecologia e Desenvolvimento Socioambiental de Macaé, do Nupem / UFRJ, foi o clímax da XI Feira de Responsabilidade Social Empresarial da Bacia de Campos, realizada na Cidade Universitária, em Macaé. Ela vivenciou a terceira fase da trigésima sexta Operação Antártica (OPERANTAR) , realizado pela Marinha do Brasil, visando dar continuidade ao Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR), criado em 1982, com objetivo de garantir a presença brasileira no continente antártico e permitir o desenvolvimento de pesquisas científicas no local.

A professora integrou uma equipe composta por militares da Marinha do Brasil e por vinte e dois pesquisadores, oriundos de áreas e universidades diferentes do país, que conviveram, por cerca de 2 meses, no continente marcado por condições inóspitas. Na Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF), a nossa casa brasileira no continente antártico, e a bordo do Navio Polar Almirante Maximiliano, o “Tio Max”, como é carinhosamente conhecido, que serviu também como plataforma para realização de suas pesquisas, ela embarcou rumo à procura de novas substâncias de origem marinha com potencial biotecnológico.

“Foi um momento mágico. Temos a obrigação de divulgar o trabalho realizado na Antártica. Fico feliz quando me questionam sobre o aprendizado científico que adquiri nessa experiência”, falou Angélica. “Vivi desafios e alegrias numa terra de sonhos”.

“É um lugar de extremos. O ponto do planeta mais frio, mais seco. Maior média de altitude, menos habitado. O inverno chega a apresentar temperaturas inferiores a 75 graus centígrados negativos. É um deserto de neve. O vento é impressionante”.

“O continente é o principal regulador térmico do planeta. Influencia o clima de toda Terra”.

“São realizados inúmeros estudos climáticos e se pesquisa a evolução biológica e geológica do planeta. Se encontra ouro, diamante, cobre, petróleo, etc, mas nada pode ser explorado. A área é enorme, toda Europa caberia na Amtártica”.

“O Protocolo de Madrid, de 1998, regulou a presença internacional no continente. Não é permitido qualquer ativo militar ou exploratório”.

“O Brasil é um dos países consultivos. Realizamos pesquisas científicas. Existem 60 estações científicas de 29 países. Em 2047, os países se reunirão para discutir o continente”.

Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF) é uma base antártica pertencente ao Brasil localizada na ilha do Rei George, a 130 quilômetros da Península Antártica, na baía do Almirantado, na Antártida.

Começou a operar em 6 de fevereiro de 1984, levada à Antártida, em módulos, pelo navio oceanográfico NApOc Barão de Teffé (H-42) e diversos outros navios da Marinha do Brasil. Foi parcialmente destruída por um incêndio no dia 25 de fevereiro de 2012.

O nome da estação homenageia Luís Antônio de Carvalho Ferraz, um comandante da marinha brasileira, hidrógrafo e oceanógrafo que visitou o continente antártico por duas vezes a bordo de navios britânicos. Ferraz desempenhou importante papel ao persuadir o Brasil a desenvolver um programa antártico (o PROANTAR).

“Tenho muito orgulho da Marinha do Brasil. O trabalho é muito sério e competente. Temos 2 refúgios, 2 helicópteros e 2 navios”, prosseguiu Angélica.

“Vivemos, praticamente, só o verão. A noite dura, no máximo, 3 horas, e não é escura. Nossa estação fica na Península, e não no Continente. Encontramos vida vegetal debaixo do gelo. Os Estados Unidos chegam a manter, no Continente Antártico, mais de 3000 pessoas”.

“O tempo que vivemos lá altera profundamente nosso relógio biológico. Até hoje, não consigo dormir direito. É uma vida muito extrema. Na base, temos um grupo de militares que fica lá 13 meses”.

“A organização é tão séria que trazemos, no navio, o esgoto produzido lá de volta para o Brasil”

“Os chineses estão reconstruindo nossa base. Eles têm uma força de trabalho impressionante. 200 chineses trabalham no verão. A jornada diárias dele é de 12 horas, no gelo”.

“Desenvolvemos pesquisas, de origem marinha, importantes para a luta contra o HIV, tumores, entre outras doenças. Sem falar nos cosméticos”.

“As vestimentas que utilizamos são excelentes. Elas nos protegem do frio. Já senti mais frio em casa do que na Antártica. O sapato pesa 4 kg, o sapão, 15”.

“O gelo azul é lindo demais. Tem mais de 1000 anos. Brincávamos pensando como seria um whiskie. Teríamos uma bebida com 1012 anos. 12 do whiskie, 1000 do gelo. Víamos um por-do-sol raro”.

“Tentamos levar uma vida o mais normal possível. Ficamos confinados. Era necessário haver relaxamento. Ali não é um hotel. Tínhamos que fazer nosso próprio pão, e manter todo o ambiente organizado e limpo. Ninguém jamais fica sozinho. Ficávamos sempre acompanhados por um militar, ou um alpinista. Foi necessário um excelente curso de ambientação para ir lá. Treinamos na Restinga de Marambaia. Os militares têm 2 anos de treinamento. A Marinha do Brasil realiza um trabalho excepcional. Os brasileiros deveriam ser melhor informados. E não é só lá. Ela presta um serviço exemplar aos ribeirinhos do Rio Amazonas. Isso merece ser divulgado”, finalizou Angélica.

Incêndio em 2012

Fotografia do incêndio que destruiu parte da estação em 2012.

Na madrugada do dia 25 de fevereiro de 2012, com 60 pessoas na base, ocorreu um incêndio iniciado por uma explosão sem causa estimada na Praça das Máquinas, onde ficam os geradores de energia da estação. Por ser anexa ao restante das instalações, o fogo se alastrou. Um suboficial (Carlos Alberto Vieira Figueredo) e um primeiro-sargento (Roberto Lopes dos Santos) morreram porque não conseguiram deixar a Praça das Máquinas e um sargento foi ferido, mas levado com vida para a estação polonesa onde recebeu primeiros socorros e posterior transferência para uma base chilena. O militar seria mais tarde transportado para o Hospital das Forças Armadas do Chile, em Punta Arenas. Para a base antártica do Chile foram transportados também todos os civis, encaminhados então também para a cidade de Punta Arenas, no Chile, e por fim de volta ao Brasil, em um avião da Força Aérea Brasileira.

O combate ao incêndio seguiu pelo dia com o grupo de 12 militares que se manteve na base até que a Marinha decidiu interromper o trabalho devido às condições climáticas adversas, características da Antártida. Junto a um navio da Armada Chilena, planejou voltar ao local para avaliação dos danos. e estimou destruição de 70% da base. O prédio principal, que incluía os alojamentos e alguns laboratórios, foi completamente destruído. As unidades que ficavam isoladas da instalação central salvaram-se: laboratórios de meteorologiaquímica e estudo da alta atmosfera, além de contêineres com material de pesquisa do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.

Reconstrução

Projeto da nova estação.

governo federal anunciou dias depois do incêndio de 2012 um programa para a reconstrução da base antártica, com projeto mais moderno, com prazo de conclusão de 2 anos. A Marinha abriu um processo de licitação, exclusivo para empresas nacionais, para a obra de reconstrução da estação no fim de 2013 e que terminou no fim de fevereiro de 2014. No entanto, nenhuma empresa demonstrou interesse em participar. Em março de 2014, as pesquisas na estação foram retomadas após a instalação de módulos emergenciais.

Em maio de 2015 foi anunciado que a empresa CEIEC, da China, foi a vencedora da licitação para construir a nova base brasileira no continente antártico. O custo da obra foi de 99,7 milhões de dólares e a previsão inicial era a de que fosse concluída em 2016. A reconstrução teve anúncio oficial feito pelo governo somente em março de 2016, com previsão de conclusão para 2018.

A estação será reconstruída de acordo com projeto de arquitetura vencedor de concurso público apresentando pelo escritório curitibano Estúdio 41.

Estrutura

Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com os habitantes da estação.

Base vista do mar.

A estação dispõe de todas as instalações necessárias como se fosse uma pequena cidade. O total atual de módulos é de sessenta e duas unidades. Recentemente, passou a fazer parte da EACF um heliporto, construído de acordo com as normas internacionais.

Até 2004 a composição modular chegou a sessenta habitáculos com capacidade de viverem confortavelmente 48 pessoas, parecendo uma pequena vila em meio ao gelo antártico. A estação opera durante todo o ano. A estrutura é composta por depósitos, oficinas, biblioteca, salas de lazer e estar, enfermaria, sala de comunicações, ginásio de esportes, cozinha e refeitório.

A administração da estação é executada por militares da Marinha do Brasil, que ali permanecem durante um ano, sendo trocados ao final do período.

Pesquisadores

No inverno, os pesquisadores são em pequena quantidade, pois dependem do solo exposto e de mar aberto para efetuar a coleta de amostras cujos dados serão compilados e enviados às instituições-sede. Nessa época, o transporte depende da Força Aérea Brasileira, pois não se consegue chegar à base através do mar utilizando o NApOc Ary Rongel (H-44). São realizados sete vôos anuais com aeronaves C-130 Hercules. As instalações da base são capazes de abrigar 46 pessoas.

A Aventura

A aventura começou com a participação da professora, como pesquisadora, no projeto “Biodiversidade, Monitoramento, Estratégias de Sobrevivência e Prospecção de Macroalgas Extremófilas da Antártica Marítima”, coordenado pelo Prof. Pio Colepicolo, da Universidade de São Paulo, contemplado pelo edital 63/2013 do CNPq para desenvolvimento das pesquisas com material proveniente da Antártica durante os anos de 2014-2018.

A docente do NUPEM/UFRJ – que atua na área de Química Orgânica e Ecologia Química e coordena o Grupo de Produtos Naturais de Organismos Aquáticos (GPNOA) desenvolve projetos de pesquisas nas áreas de Química de Produtos Naturais Marinhos e de Organismos de Água Doce, ecologia química e avaliação do potencial biotecnológico dessas substâncias.

Para participar da Expedição a pesquisadora teve que incialmente passar pelo Treinamento Pré-Antártico (TPA), aplicado pela Marinha do Brasil e realizado na Restinga de Marambaia, RJ em agosto de 2017. O Treinamento Pré-Antártico (TPA) é realizado anualmente pela Secretaria Interministerial para os Recursos do Mar (SECIRM) no Centro de Avaliação da Ilha da Marambaia (CADIM) e tem por objetivo escolher os 15 militares que irão compor o Grupo-Base (GB) da Estação Ferraz no ano seguinte de cada TPA. O processo de seleção dos novos integrantes do GB é dividido em duas etapas, sendo a primeira composta por aproximadamente 2000 militares. Para os civis, o treinamento permite a preparação técnica de pesquisadores visando a participação desses integrantes com segurança e eficiência, da próxima Operação Antártica. Neste sentido, todos são avaliados física e psicologicamente, além de aprenderem noções básicas de sobrevivência no continente: primeiros socorros, combate a incêndios, estabelecimento e acampamento na região, técnicas de embarque e desembarque de botes e aeronaves com segurança em áreas de condições climáticas adversas, conhecer as vestimentas adequadas para proteção contra o frio, adaptações de rotina para lidar com as dificuldades de logística e de clima, etc.

 

 

 

Feliz Daquele Que Tem História Para Contar

Feliz Daquele Que Tem História Para Contar

A apresentação da Angélica Soares, Professora Doutora do Núcleo em Ecologia e Desenvolvimento Socioambiental de Macaé, do Nupem / UFRJ, foi o clímax da XI Feira de Responsabilidade Social Empresarial da Bacia de Campos, realizada na Cidade Universitária, em Macaé. Ela vivenciou a terceira fase da trigésima sexta Operação Antártica (OPERANTAR) , realizado pela Marinha do Brasil, visando dar continuidade ao Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR), criado em 1982, com objetivo de garantir a presença brasileira no continente antártico e permitir o desenvolvimento de pesquisas científicas no local.

A professora integrou uma equipe composta por militares da Marinha do Brasil e por vinte e dois pesquisadores, oriundos de áreas e universidades diferentes do país, que conviveram, por cerca de 2 meses, no continente marcado por condições inóspitas. Na Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF), a nossa casa brasileira no continente antártico, e a bordo do Navio Polar Almirante Maximiliano, o “Tio Max”, como é carinhosamente conhecido, que serviu também como plataforma para realização de suas pesquisas, ela embarcou rumo à procura de novas substâncias de origem marinha com potencial biotecnológico.

“Foi um momento mágico. Temos a obrigação de divulgar o trabalho realizado na Antártica. Fico feliz quando me questionam sobre o aprendizado científico que adquiri nessa experiência”, falou Angélica. “Vivi desafios e alegrias numa terra de sonhos”.

“É um lugar de extremos. O ponto do planeta mais frio, mais seco. Maior média de altitude, menos habitado. O inverno chega a apresentar temperaturas inferiores a 75 graus centígrados negativos. É um deserto de neve. O vento é impressionante”.

“O continente é o principal regulador térmico do planeta. Influencia o clima de toda Terra”.

“São realizados inúmeros estudos climáticos e se pesquisa a evolução biológica e geológica do planeta. Se encontra ouro, diamante, cobre, petróleo, etc, mas nada pode ser explorado. A área é enorme, toda Europa caberia na Amtártica”.

“O Protocolo de Madrid, de 1998, regulou a presença internacional no continente. Não é permitido qualquer ativo militar ou exploratório”.

“O Brasil é um dos países consultivos. Realizamos pesquisas científicas. Existem 60 estações científicas de 29 países. Em 2047, os países se reunirão para discutir o continente”.

Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF) é uma base antártica pertencente ao Brasil localizada na ilha do Rei George, a 130 quilômetros da Península Antártica, na baía do Almirantado, na Antártida.

Começou a operar em 6 de fevereiro de 1984, levada à Antártida, em módulos, pelo navio oceanográfico NApOc Barão de Teffé (H-42) e diversos outros navios da Marinha do Brasil. Foi parcialmente destruída por um incêndio no dia 25 de fevereiro de 2012.

O nome da estação homenageia Luís Antônio de Carvalho Ferraz, um comandante da marinha brasileira, hidrógrafo e oceanógrafo que visitou o continente antártico por duas vezes a bordo de navios britânicos. Ferraz desempenhou importante papel ao persuadir o Brasil a desenvolver um programa antártico (o PROANTAR).

“Tenho muito orgulho da Marinha do Brasil. O trabalho é muito sério e competente. Temos 2 refúgios, 2 helicópteros e 2 navios”, prosseguiu Angélica.

“Vivemos, praticamente, só o verão. A noite dura, no máximo, 3 horas, e não é escura. Nossa estação fica na Península, e não no Continente. Encontramos vida vegetal debaixo do gelo. Os Estados Unidos chegam a manter, no Continente Antártico, mais de 3000 pessoas”.

“O tempo que vivemos lá altera profundamente nosso relógio biológico. Até hoje, não consigo dormir direito. É uma vida muito extrema. Na base, temos um grupo de militares que fica lá 13 meses”.

“A organização é tão séria que trazemos, no navio, o esgoto produzido lá de volta para o Brasil”

“Os chineses estão reconstruindo nossa base. Eles têm uma força de trabalho impressionante. 200 chineses trabalham no verão. A jornada diárias dele é de 12 horas, no gelo”.

“Desenvolvemos pesquisas, de origem marinha, importantes para a luta contra o HIV, tumores, entre outras doenças. Sem falar nos cosméticos”.

“As vestimentas que utilizamos são excelentes. Elas nos protegem do frio. Já senti mais frio em casa do que na Antártica. O sapato pesa 4 kg, o sapão, 15”.

“O gelo azul é lindo demais. Tem mais de 1000 anos. Brincávamos pensando como seria um whiskie. Teríamos uma bebida com 1012 anos. 12 do whiskie, 1000 do gelo. Víamos um por-do-sol raro”.

“Tentamos levar uma vida o mais normal possível. Ficamos confinados. Era necessário haver relaxamento. Ali não é um hotel. Tínhamos que fazer nosso próprio pão, e manter todo o ambiente organizado e limpo. Ninguém jamais fica sozinho. Ficávamos sempre acompanhados por um militar, ou um alpinista. Foi necessário um excelente curso de ambientação para ir lá. Treinamos na Restinga de Marambaia. Os militares têm 2 anos de treinamento. A Marinha do Brasil realiza um trabalho excepcional. Os brasileiros deveriam ser melhor informados. E não é só lá. Ela presta um serviço exemplar aos ribeirinhos do Rio Amazonas. Isso merece ser divulgado”, finalizou Angélica.

Incêndio em 2012

Fotografia do incêndio que destruiu parte da estação em 2012.

Na madrugada do dia 25 de fevereiro de 2012, com 60 pessoas na base, ocorreu um incêndio iniciado por uma explosão sem causa estimada na Praça das Máquinas, onde ficam os geradores de energia da estação. Por ser anexa ao restante das instalações, o fogo se alastrou. Um suboficial (Carlos Alberto Vieira Figueredo) e um primeiro-sargento (Roberto Lopes dos Santos) morreram porque não conseguiram deixar a Praça das Máquinas e um sargento foi ferido, mas levado com vida para a estação polonesa onde recebeu primeiros socorros e posterior transferência para uma base chilena. O militar seria mais tarde transportado para o Hospital das Forças Armadas do Chile, em Punta Arenas. Para a base antártica do Chile foram transportados também todos os civis, encaminhados então também para a cidade de Punta Arenas, no Chile, e por fim de volta ao Brasil, em um avião da Força Aérea Brasileira.

O combate ao incêndio seguiu pelo dia com o grupo de 12 militares que se manteve na base até que a Marinha decidiu interromper o trabalho devido às condições climáticas adversas, características da Antártida. Junto a um navio da Armada Chilena, planejou voltar ao local para avaliação dos danos. e estimou destruição de 70% da base. O prédio principal, que incluía os alojamentos e alguns laboratórios, foi completamente destruído. As unidades que ficavam isoladas da instalação central salvaram-se: laboratórios de meteorologiaquímica e estudo da alta atmosfera, além de contêineres com material de pesquisa do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.

Reconstrução

Projeto da nova estação.

governo federal anunciou dias depois do incêndio de 2012 um programa para a reconstrução da base antártica, com projeto mais moderno, com prazo de conclusão de 2 anos. A Marinha abriu um processo de licitação, exclusivo para empresas nacionais, para a obra de reconstrução da estação no fim de 2013 e que terminou no fim de fevereiro de 2014. No entanto, nenhuma empresa demonstrou interesse em participar. Em março de 2014, as pesquisas na estação foram retomadas após a instalação de módulos emergenciais.

Em maio de 2015 foi anunciado que a empresa CEIEC, da China, foi a vencedora da licitação para construir a nova base brasileira no continente antártico. O custo da obra foi de 99,7 milhões de dólares e a previsão inicial era a de que fosse concluída em 2016. A reconstrução teve anúncio oficial feito pelo governo somente em março de 2016, com previsão de conclusão para 2018.

A estação será reconstruída de acordo com projeto de arquitetura vencedor de concurso público apresentando pelo escritório curitibano Estúdio 41.

Estrutura

Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com os habitantes da estação.

Base vista do mar.

A estação dispõe de todas as instalações necessárias como se fosse uma pequena cidade. O total atual de módulos é de sessenta e duas unidades. Recentemente, passou a fazer parte da EACF um heliporto, construído de acordo com as normas internacionais.

Até 2004 a composição modular chegou a sessenta habitáculos com capacidade de viverem confortavelmente 48 pessoas, parecendo uma pequena vila em meio ao gelo antártico. A estação opera durante todo o ano. A estrutura é composta por depósitos, oficinas, biblioteca, salas de lazer e estar, enfermaria, sala de comunicações, ginásio de esportes, cozinha e refeitório.

A administração da estação é executada por militares da Marinha do Brasil, que ali permanecem durante um ano, sendo trocados ao final do período.

Pesquisadores

No inverno, os pesquisadores são em pequena quantidade, pois dependem do solo exposto e de mar aberto para efetuar a coleta de amostras cujos dados serão compilados e enviados às instituições-sede. Nessa época, o transporte depende da Força Aérea Brasileira, pois não se consegue chegar à base através do mar utilizando o NApOc Ary Rongel (H-44). São realizados sete vôos anuais com aeronaves C-130 Hercules. As instalações da base são capazes de abrigar 46 pessoas.

A Aventura

A aventura começou com a participação da professora, como pesquisadora, no projeto “Biodiversidade, Monitoramento, Estratégias de Sobrevivência e Prospecção de Macroalgas Extremófilas da Antártica Marítima”, coordenado pelo Prof. Pio Colepicolo, da Universidade de São Paulo, contemplado pelo edital 63/2013 do CNPq para desenvolvimento das pesquisas com material proveniente da Antártica durante os anos de 2014-2018.

A docente do NUPEM/UFRJ – que atua na área de Química Orgânica e Ecologia Química e coordena o Grupo de Produtos Naturais de Organismos Aquáticos (GPNOA) desenvolve projetos de pesquisas nas áreas de Química de Produtos Naturais Marinhos e de Organismos de Água Doce, ecologia química e avaliação do potencial biotecnológico dessas substâncias.

Para participar da Expedição a pesquisadora teve que incialmente passar pelo Treinamento Pré-Antártico (TPA), aplicado pela Marinha do Brasil e realizado na Restinga de Marambaia, RJ em agosto de 2017. O Treinamento Pré-Antártico (TPA) é realizado anualmente pela Secretaria Interministerial para os Recursos do Mar (SECIRM) no Centro de Avaliação da Ilha da Marambaia (CADIM) e tem por objetivo escolher os 15 militares que irão compor o Grupo-Base (GB) da Estação Ferraz no ano seguinte de cada TPA. O processo de seleção dos novos integrantes do GB é dividido em duas etapas, sendo a primeira composta por aproximadamente 2000 militares. Para os civis, o treinamento permite a preparação técnica de pesquisadores visando a participação desses integrantes com segurança e eficiência, da próxima Operação Antártica. Neste sentido, todos são avaliados física e psicologicamente, além de aprenderem noções básicas de sobrevivência no continente: primeiros socorros, combate a incêndios, estabelecimento e acampamento na região, técnicas de embarque e desembarque de botes e aeronaves com segurança em áreas de condições climáticas adversas, conhecer as vestimentas adequadas para proteção contra o frio, adaptações de rotina para lidar com as dificuldades de logística e de clima, etc.

Dança Indígena – XI Feira de Responsabilidade Social Empresarial da Bacia de Campos – Cidade Universitária (Macaé, RJ)

XI Feira de Responsabilidade Social Empresarial da Bacia de Campos – Abertura com a Banda Escolar Municipal – Cidade Universitária (Macaé, RJ)

Milena fotografando as palestras da XI Feira de Responsabilidade Social Empresarial da Bacia de Campos, na Cidade Universitária (Macaé, RJ)

XI Feira de Responsabilidade Social Empresarial da Bacia de Campos – 20/06/18 – Palestra: “Sustentabilidade do Meio e Música” – com João Carlos Schettino – Auditório da UFRJ Macaé, Cidade Universitária (Macaé, RJ)

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