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Espaço de Convivência e Saúde (Aroeira)

O Legado de Manduca

O Legado de Manduca

Foi inaugurado, nessa quinta-feira, o Espaço de Convivência e Saúde (ECS), na rua Alcides Mourão, 458, na Aroeira. “Estaremos abertos a partir das 7 horas. Serviremos um café da manhã diferenciado. Somente produtos saudáveis e inoivadores. Também ofereceremos almoço. Queremos implementar um novo conceito de alimentação. A idéia é substituir as refeições tradicionais. Produtos Hinode comporão nosso cardápio. Os shakes e os chás são muito importantes no balanço do cardápio. Promoveremos palestras e degustações. Ortopedistas, nutricionistas e outros profissionais da área da saúde frequentarão nosso ambiente. Os preços serão convidativos. Uma refeição custará R$ 12,00. Produtos de beleza também farão parte do programa”, falou Juliana Sales, empreendedora de sucesso, que também administra a Escola Pequenos Pensadores, no mesmo bairro.

Joventino de Souza, o Manduca

Nelaís Souza, mãe de Juliana, e viúva do famoso radialista Joventino de Souza, o Manduca, que liderou as Paradas de Sucesso através dos microfones da Rádio 820, ficando no ar 43 anos, é outra empreendora do ECS. “Minha filha caçula, Juliana, tem a mente do século XXI. Ela é empreendedora 24 horas por dia. Ela seguiu o caminho da irmã, Jozélia, que manteve uma escola no bairro, a Carrossel, em 1991. A Juliana, com a Pequenos Pensadores, está alcançando ótimos resultados. Nosso Espaço de Convivência e Saúde será um grande sucesso”, disse Nelaís, contando a história da sua chegada em Macaé.

“Eu e meu marido, Manduca, viemos de Campos para Macaé quando a Aroeira tinha ruas de barro. Nosso dinheiro era muito curto. Nossa esperança era conseguir emprego numa rádio da cidade. Conhecemos o Antônio Quintela, dono da Rádio Princesinha do Atlântico, e ele nos ofereceu o horário das 4 às 7 da manhã, mas tínhamos que conseguir anunciantes. Conseguimos colaboradores e ‘O Rancho do Nhô Manduca’ se tornou um enorme sucesso. Jamais esquecerei o Açougue Central, do Nilton Vitorino, do Supermercado do Gavinho, e da Serralheria do Seu Zinho, no Cajueiros. Eles patrocinaram nossos sonhos. 

No primeiro mês, vivemos com muita dificuldade. Moramos de favor na casa do Zinho, da Serraria, que era gente muito boa. Não podíamos mexer em nada, porque a casa seria do seu filho que se casaria em 30 dias. Improvisamos fogão, panelas, utensílios, e fazíamos um enorme esforço para que a comida rendesse o suficiente. Nunca fugimos do serviço. Nada nos intimidava. Sempre fomos bons de trabalho. Felizmente, as coisas foram melhorando.

Juliana com Kroll e Hemine. “O shake de milho é inesquecível”

Formamos a dupla Nhô Manduca e Nha Chica no rádio. Éramos dois sertanejos caracterizados, com aqueles chapelões. O programa arrebentou. Colocávamos o galo para cantar. Acordávamos a população. Jogávamos água fria em quem não acordasse. Macaé despertava nos ouvindo.

O Manduca faleceu há 7 anos. Ele nos deixou amparados. O ECS fica numa vila de casas. Todas são da nossa família. Estou com 75 anos, tenho 10 filhos,  20 netos e 15 bisnetos. A motivação empreendedora continua a mesma. Manduca também ficou conhecido pelo carro de som. Foi ideia minha”, concluiu Nelaís.

“Minha família vai participar desse empreendimento. Todos gostam de trabalhar”, finalizou Juliana.

Manduca

Nascido em Campos dos Goytacazes, Joventino de Souza iniciou sua vida profissional na Rádio Jornal Fluminense de Campos, onde mantinha o programa de músicas sertanejas, no período de 62 a 67. Em abril de 1967, Manduca chega a Macaé trazendo na bagagem o seu talento e muita vontade de implantar aqui a sua novidade. Procurou a Rádio Princesinha do Atlântico (820),  que o abrigou.

Começa aí a sua carreira de sucesso, através do seu programa “O Rancho do Nhô Manduca”, que entrava no ar pela madrugada, habitualmente das 4h às 7h.

“O Rancho do Nhô Manduca”

Totalmente sertanejo, ‘O Rancho do Nhô Manduca’ dava ênfase as duplas de violeiros. Numa época em as estradas eram precárias, o apresentador colocava no ar notícias ligadas ao meio rural, mandando recados diretos para o morador dos distritos macaenses.  
Por outro lado, o radialista desenvolvia um eficiente trabalho social, ouvindo as reivindicações da comunidade carente e providenciando a realização das necessidades das pessoas. Por conta desse trabalho, Manduca conheceu de perto os políticos da época, especialmente os ex-prefeitos Amilcar Pereira da Silva, Antônio Curvelo Benjamin, Alcides Ramos, Sílvio Lopes, e os vereadores Everest Salles, Dr. Mendonça, Dr. Manoel do Carmo Lozada.
Manduca continuou com seu programa de rádio, até 2008, quando sofreu problemas de sáude, que o impediram de continuar suas atividades como radialista.
Manduca sempre lembrou com carinho dos anunciantes do seu programa, especialmente o Café Gavinho, Padaria Reis, Açougue Central, Ademir Ferragens (Casa do Lavrador); Camisaria Cisne, Casa Baltazar, Supermercado Costa Mil, Casa Borges, Casa da Criança, Samaritana Flores, Primavera, A Caçulinha, e Casas Pernambucanas.

Popularidade estrondosa

Manduca conquistou de fato a comunidade macaense, e a sua popularidade o levou ambicionar uma vaga na Câmara Municipal de Macaé. Alcançou uma votação extraordinária, quase mil, que daria para eleger três ou quatro vereadores na época. Entretanto, ele só não conseguiu a vaga porque os partidos na ocasião não aceitavam apelido. Manduca recebeu 800 votos e Joventino 196.

 

Família bonita

É admirável o carinho que Manduca sempre recebeu de sua família. Ao se casar com Dona Nelaís da Conceição de Souza, o radialista abraçou os cinco filhos dela como seus: Dalva, Josenildo, Edinaldo, Nilson e Isabel. E com ela, teve mais quatro: Joselma, Anabel, Joventino Jr, e Juliana. Portanto, criou os nove com o mesmo amor de pai.

O Legado de Manduca

O Legado de Manduca

Foi inaugurado, nessa quinta-feira, o Espaço de Convivência e Saúde (ECS), na rua Alcides Mourão, 458, na Aroeira. “Estaremos abertos a partir das 7 horas. Serviremos um café da manhã diferenciado. Somente produtos saudáveis e inoivadores. Também ofereceremos almoço. Queremos implementar um novo conceito de alimentação. A idéia é substituir as refeições tradicionais. Produtos Hinode comporão nosso cardápio. Os shakes e os chás são muito importantes no balanço do cardápio. Promoveremos palestras e degustações. Ortopedistas, nutricionistas e outros profissionais da área da saúde frequentarão nosso ambiente. Os preços serão convidativos. Uma refeição custará R$ 12,00. Produtos de beleza também farão parte do programa”, falou Juliana Sales, empreendedora de sucesso, que também administra a Escola Pequenos Pensadores, no mesmo bairro.

Joventino de Souza, o Manduca

Nelaís Souza, mãe de Juliana, e viúva do famoso radialista Joventino de Souza, o Manduca, que liderou as Paradas de Sucesso através dos microfones da Rádio 820, ficando no ar 43 anos, é outra empreendora do ECS. “Minha filha caçula, Juliana, tem a mente do século XXI. Ela é empreendedora 24 horas por dia. Ela seguiu o caminho da irmã, Jozélia, que manteve uma escola no bairro, a Carrossel, em 1991. A Juliana, com a Pequenos Pensadores, está alcançando ótimos resultados. Nosso Espaço de Convivência e Saúde será um grande sucesso”, disse Nelaís, contando a história da sua chegada em Macaé.

“Eu e meu marido, Manduca, viemos de Campos para Macaé quando a Aroeira tinha ruas de barro. Nosso dinheiro era muito curto. Nossa esperança era conseguir emprego numa rádio da cidade. Conhecemos o Antônio Quintela, dono da Rádio Princesinha do Atlântico, e ele nos ofereceu o horário das 4 às 7 da manhã, mas tínhamos que conseguir anunciantes. Conseguimos colaboradores e ‘O Rancho do Nhô Manduca’ se tornou um enorme sucesso. Jamais esquecerei o Açougue Central, do Nilton Vitorino, do Supermercado do Gavinho, e da Serralheria do Seu Zinho, no Cajueiros. Eles patrocinaram nossos sonhos. 

No primeiro mês, vivemos com muita dificuldade. Moramos de favor na casa do Zinho, da Serraria, que era gente muito boa. Não podíamos mexer em nada, porque a casa seria do seu filho que se casaria em 30 dias. Improvisamos fogão, panelas, utensílios, e fazíamos um enorme esforço para que a comida rendesse o suficiente. Nunca fugimos do serviço. Nada nos intimidava. Sempre fomos bons de trabalho. Felizmente, as coisas foram melhorando.

Juliana com Kroll e Hemine. “O shake de milho é inesquecível”

Formamos a dupla Nhô Manduca e Nha Chica no rádio. Éramos dois sertanejos caracterizados, com aqueles chapelões. O programa arrebentou. Colocávamos o galo para cantar. Acordávamos a população. Jogávamos água fria em quem não acordasse. Macaé despertava nos ouvindo.

O Manduca faleceu há 7 anos. Ele nos deixou amparados. O ECS fica numa vila de casas. Todas são da nossa família. Estou com 75 anos, tenho 10 filhos,  20 netos e 15 bisnetos. A motivação empreendedora continua a mesma. Manduca também ficou conhecido pelo carro de som. Foi ideia minha”, concluiu Nelaís.

“Minha família vai participar desse empreendimento. Todos gostam de trabalhar”, finalizou Juliana.

Manduca

Nascido em Campos dos Goytacazes, Joventino de Souza iniciou sua vida profissional na Rádio Jornal Fluminense de Campos, onde mantinha o programa de músicas sertanejas, no período de 62 a 67. Em abril de 1967, Manduca chega a Macaé trazendo na bagagem o seu talento e muita vontade de implantar aqui a sua novidade. Procurou a Rádio Princesinha do Atlântico (820),  que o abrigou.

Começa aí a sua carreira de sucesso, através do seu programa “O Rancho do Nhô Manduca”, que entrava no ar pela madrugada, habitualmente das 4h às 7h.

“O Rancho do Nhô Manduca”

Totalmente sertanejo, ‘O Rancho do Nhô Manduca’ dava ênfase as duplas de violeiros. Numa época em as estradas eram precárias, o apresentador colocava no ar notícias ligadas ao meio rural, mandando recados diretos para o morador dos distritos macaenses.  
Por outro lado, o radialista desenvolvia um eficiente trabalho social, ouvindo as reivindicações da comunidade carente e providenciando a realização das necessidades das pessoas. Por conta desse trabalho, Manduca conheceu de perto os políticos da época, especialmente os ex-prefeitos Amilcar Pereira da Silva, Antônio Curvelo Benjamin, Alcides Ramos, Sílvio Lopes, e os vereadores Everest Salles, Dr. Mendonça, Dr. Manoel do Carmo Lozada.
Manduca continuou com seu programa de rádio, até 2008, quando sofreu problemas de sáude, que o impediram de continuar suas atividades como radialista.
Manduca sempre lembrou com carinho dos anunciantes do seu programa, especialmente o Café Gavinho, Padaria Reis, Açougue Central, Ademir Ferragens (Casa do Lavrador); Camisaria Cisne, Casa Baltazar, Supermercado Costa Mil, Casa Borges, Casa da Criança, Samaritana Flores, Primavera, A Caçulinha, e Casas Pernambucanas.

Popularidade estrondosa

Manduca conquistou de fato a comunidade macaense, e a sua popularidade o levou ambicionar uma vaga na Câmara Municipal de Macaé. Alcançou uma votação extraordinária, quase mil, que daria para eleger três ou quatro vereadores na época. Entretanto, ele só não conseguiu a vaga porque os partidos na ocasião não aceitavam apelido. Manduca recebeu 800 votos e Joventino 196.

 

Família bonita

É admirável o carinho que Manduca sempre recebeu de sua família. Ao se casar com Dona Nelaís da Conceição de Souza, o radialista abraçou os cinco filhos dela como seus: Dalva, Josenildo, Edinaldo, Nilson e Isabel. E com ela, teve mais quatro: Joselma, Anabel, Joventino Jr, e Juliana. Portanto, criou os nove com o mesmo amor de pai.

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