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Gran Nobile Macaé

Renê Simões no Macaé Esporte

Brasil Off Shore: A Hora da Verdade

Brasil Off Shore: A Hora da Verdade

A Avant Premiere da Brasil Off Shore, realizada ontem, no Gran Nobile Hotel, apresentada pelo brilhante jornalista William Waack (também apresentador do Jornal da Globo e do programa Painel, da GloboNews), teve José Maria de Mello Firmo, da Abespetro, Antonio Guimarães, do Instituto Brasileiro de Petróleo, e do prefeito Dr. Aluísio Santos, como palestrantes. além de Paulo Octávio, da Reed Exhibitions Alcântara Machado, organizador da feira.

“Tenho um contrato de serviços com uma emissora de televisão. Ele não permite que fale em nome dela. Tudo que falar aqui será em meu nome”, explicou Waack, no início da apresentação. “Estamos vivendo uma crise formal. Crise de responsabilidade. As pessoas não se sentem representadas pelas pessoas que elegeram com seus votos. Estamos muito próximos da hora da verdade”.

“Tivemos gastos com o social acima do permitido. Não há mais como manter salários, pensões, aposentadorias, acima da realidade. Temos que tomar decisões amargas, e elas ainda não estão acontecendo. Não é mais possível financiar o social aumentando impostos. Se quiser crescer, tem que aumentar a produtividade. Tem que tornar legal a máxima que todos têm direito a felicidade”.

“Nossa distância para países mais desenvolvidos aumentou. Não podemos mais pensar em crescer com gente semi-analfabeta e despreparada em postos vitais. Não se pode aumentar impostos para passar para um Estado inchado e incompetente. Estamos a beira de um desastre. Se apostou demais em idéias erradas”.

“A verdade é que se precisa combater a cultura de determinados empresários, que adoram ter acesso ao dinheiro dos outros, que pensam que não é preciso ser competitivo, e que adoram ter acesso ao rei. A Lava-Jato é uma aula de cultura política do país”, prosseguiu Waack.

“No empreendedorismo ninguém está 100% dentro da lei. Não dá. Na faculdade, achávamos que saindo da ditadura militar, tudo seria maravilhoso. Fracassamos nesse sentido”, reconheceu Waack.

“Em 2015, ‘superação’ foi a palavra de ordem na Brasil Off Shore. Em 2017, será ‘retomada’”, falou Paulo Otávio Almeida, da Reed Exhibitions Alcântara Machado. “Naquele ano, a Petrobrás era o foco da Lava-Jato. Agora as coisas estão mais calmas. A Brasil Off Shore é o evento onde mundo off shore se encontra para fazer negócios”.

“O Brasil é o país mais favorecido por aquilo que não depende de nós: a geologia. Temos 30.000 barris / dia de pré-sal. Que outro país tem isso?”, falou Antônio Guimarães, secretário executivo da IBP. “No mundo do petróleo, vivemos decisões tomadas há 10 anos atrás. A verdade é que estamos pagando por erros cometidos em 2005. O Brasil produziu 40% do petróleo descoberto no planeta na última década. Temos tanto petróleo que é possível que só acabe após a Era do Petróleo”.

José Firmo, da Abespetro, também palestrou. “A Abaspetro é composta pelas 50 maiores empresas especializadas em óleo e gás. Elas elegeram Macaé para operar. Os trabalhadores do segmento recebem bem acima da média salarial industrial brasileira. Isso se justifica pela necessidade de alta capacitação técnica e de treinamento e certificação de nível internacional. 94% do pessoal empregado nos associados Abraspetro é brasileira. O percentual de estrangeiros é estratégico. O número de poços explorados off shore é o menor desde 1969, e deve continuar caindo”.

“O Brasil precisa ser rediscutido. Só o emprego pode alavancar o país, e a indústria do petróleo pode oferecer isso”, declarou Dr. Aluísio, prefeito de Macaé.  “Voltar a gerar emprego é o único caminho. Precisamos oferecer, ao segmento, segurança jurídica, conteúdo local e menos tributação. Todo macaense é feito um pouco de petróleo”.

 

 

Avant Premiere da Brasil Off Shore – Gran Nobile Macaé – Cobertura: Rádio Globo Macaé e Site ‘Cultura em Macaé’

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